Hoje irei iniciar uma secção nova, na categoria denominada por "domicílios". Desenganem-se os leitores que pensam que o BandarraVet está apenas "confinado" dentro de quatro paredes. Os domicílios também fazem parte e têm sido objecto de aprimoramento, tanto a nível de calendarização, equipamentos e meios humanos.
Os domicílios requerem mais de nós, mais do que possam imaginar. A "triagem" é de extrema importância e necessária, bem como toda a anamnese que nos é fornecida pelo dono. Imaginem que nos requisitam para ver um cão que está doente. Até aí tudo bem. Que tamanho tem? (numa hipótese de ter de o trazer, para levar a jaula mais adequada); é agressivo, dócil (importante na escolha do protocolo de tranquilização); onde está? (pode estar até no meio do campo), em que estado está (molhado, com diarreia etc).
As condições climatéricas também são importantes. Ocorre com frequência, no verão agendar os domicílios de acordo com a labuta dos donos e o tempo. Lembrem-se que nos domicílios, deslocamos-nos à casa do dono e necessitamos dele ou da pessoa encarregue de nos receber e nem sempre é possível. Pequenos pormenores, que dentro do consultório não têm a mesma importância.
Preparar o domicílio para a sua especificidade é importante mas nem sempre conseguida. Já me aconteceu realizar um domicílio, simplesmente porque me disseram que o animal estava sem se mexer, mas sem nenhuma hipótese de ter sido atropelado (descartar sempre traumatismos da via pública, que necessitam o transporte obrigatório até à clínica). Quando cheguei, o animal mal se mexia e com desequilíbrios motores. Ao exame visual pude aferir uma grande suspeita de corpo estranho no canal auditivo. Não trazia nesse dia comigo o otoscópio, onde também por necessidade de tranquilização e exame do canal, transportei-o até à BandarraVet. Simplesmente lhe foram retiradas 5 praganas num dos ouvidos (2 no outro), com perfuração da membrana do tímpano e uma otite purulenta.
Não obstante todo o exposto, nos domicílios temos uma enorme vantagem. Conhecer "in loco" o ambiente onde está inserido o animal. É nessa parte que me sinto bem. Observar as condições, o contacto/proximidade dono-animal; existências de outros animais para além daquele a que normalmente somos chamados; presença de factores de riscos, etc. É na sequência desta observância que passamos a ter um trabalho mais activo, de saúde pública, de informação, não apenas para o animal em si, mas também de toda a sua abrangência.
Aqui o domicílio foi com a"Safira" uma égua de 8 anos, cujo dono a adquiriu há pouco tempo. Uma vez que é um animal preferencialmente de "pasto" surge a necessidade de prevenção contra a gripe equina.
Agora vamos desparasitar, uma prevenção muito importante em equinos. O "King" fez-me companhia.... deixa lá que também vais tomar!
Vamos lá ver se é saboroso!E pronto, documentação a seguir e por hoje está!

Os domicílios tem esta peculiaridade: podemos partilhar da beleza da própria natureza.
A nossa Mãe Terra é linda e tenho tido a sorte de caminhar por lugares de extrema quietude e beleza. Aqui, uma manada de vacas a pastarem tranquilamente. Não podia seguir em frente sem parar e contemplar um pouco...
A nossa Mãe Terra é linda e tenho tido a sorte de caminhar por lugares de extrema quietude e beleza. Aqui, uma manada de vacas a pastarem tranquilamente. Não podia seguir em frente sem parar e contemplar um pouco...



































