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18/11/2008

RESCALDO DAS XII JORNADAS INTERNACIONAIS DE MEDICINA VETERINÁRIA DA UTAD

Considero sempre oportuno o ambiente a que somos sujeitos nos congressos, palestras e afins. Este, para além do que acabei de referir, teve uma componente emocional, pois foi, de certa forma um voltar às origens de estudante universitário, mas numa vertente profissional, o "outro lado". Pensava eu que a "enfant terrible" iria passar despercebida aos olhos daqueles, que na altura foram os meus professores e que agora são meus colegas. Pois enganei-me, qual quê... Para além das perguntas triviais, perguntaram-me se estava "mais calma"....

Por entre as 10 palestras a que pude assistir sobre o tema geral, já por si pujante, a Oncologia, onde em nenhuma das palestras, a palavra tumor deixou de se ouvir, foram enriquecedores não só os novos conhecimentos que vimos aprender, como também as novas tecnologias e tratamentos; os tais, "update". Ficamos sempre com noção quando os palestrantes são estrangeiros, e neste caso, refiro-me principlmente ao colega inglês Dr. David Argyle, Especialista Europeu em Oncologia Veterinária e professor na Universidade de Edingurgh, que por aqui em Portugal, estamos a anos-luz de puder fazer o que por lá se faz. Contudo encaro isso, como uma responsabilidade nossa acrescida, para podermos ir cada vez mais longe, sem que essa dita fasquia nos impeça de o fazer. Uma responsablidade em adiar uma eutanasia, que por aqui se faz ainda precocemente no tema abordado. É obvio que por detrás dessa vertente, aumenta a frustração do clínico na observância do caso clínico que poderia ser acompanhado por mais tempo. Mas é assim que progride a ciência, com casos clínicos...
Outra observância feita e que me deixou contente, foi a constatação de que, o tema "dor e cuidados paliativos" são assuntos cada vez mais falados. Podemos aí deduzir que acresce a devida importância dos donos em relação ao animal oncológico e de toda a família envolvida no lar onde se encontra. Um lugar à sensibilidade, que ultrapassa as normas correntes até então que o "animal é um animal", impune a dor, uma dor que só era exteriorizado e compreendida apenas por humanos. Mas eles sofrem e muito...


Por isso, e como sendo óbvio não estar aqui a descrever "palavrões científicos" ou descrições de casos técnicos, que ficaram na minha memória, posso concluir que valeu a pena!

28/09/2008

145ª CONVENÇÃO ANUAL AVMA


Especialistas salientam importância da ligação entre saúde humana e animal


Realizada em Nova Orleães (Estados Unidos), entre os dias 19 e 22 de Julho, esta iniciativa reúne especialistas de vários países para apresentar as novidades em termos de investigação clínica e de outras áreas, bem como cursos, programas e actividades variados, contando ainda com uma área de exposição.
Uma das matérias em destaque neste evento foi a iniciativa "One Health", trabalhada em conjunto pela AMVA e a American Medical Association (AMA), que visa chamar a atenção para a interactividade entre saúde humana, animal e ambiental, de forma a encontrar soluções para uma melhor acessibilidade, tratamento e prevenção de transmissão de doenças entre espécies.
Neste encontro, especialistas em Medicina Humana e Medicina Veterinária debateram a importância de colaborarem na prevenção de surtos e controlo das zoonoses. Nesse sentido, Lonnie King, director do Centro for Disease Control and Prevention, National Center for Zoonotic, Vector-Borne and Enteric Diseases, sublinhou que as pessoas precisam de compreender como é que "as esferas" da saúde humana, animal e ambiental estão ligadas e, juntas contribuem para a saúde pública de forma generalizada. "Não podemos compreender os assuntos sobre a saúde humana se apenas olharmos para eles através da "lente" da saúde humana. Precisamos de entender qual o papel dos animais, dos produtos animais e do meio ambiente para produzir resultados saudáveis e responder às ameaças para a saúde humana", pelo que defende que estas "esferas" não podem continuar a ser encaradas de forma individualizada, mas no modo como estão interligadas. "A nossa estratégia para o futuro deverá passar pela ideia de que ao melhorarmos a condição de uma delas, poderemos melhorar as condições das restantes".
De acordo com a informação recolhida no site da AMVA, esta edição da convenção acolheu um total de 7641 visitantes, entre os quais 3093 médicos veterinários, 506 estudantes de Medicina Veterinária e 2218 profissionais de outras áreas.

Este artigo foi retirado da revista mensal "Veterinária Actual". Posso afirmar que finalmente poderemos encarar o futuro numa perspectiva conjunta mais empenhada entre profissionais de saúde humana e animal. Há tanto tempo desejada pela classe veterinária...

E fez-me pensar... Até no meu campo profissional se avizinham mudanças....

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