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25/11/2010

A PONEY "DORITA"


O domicílio da "Dorita", foi profícuo em paisagens. De um lado avistamos toda a planície que antecede a "minha" Serra da Estrela.

E por outro lado, uma vista para a Serra do Pisco... uma paisagem no mínimo, deslumbrante.

Este contacto permanente com a Mãe Natureza é das maiores riquezas que possamos ter.
Tenho de percorrer cerca de 11 km até a propriedade onde se encontra a "Dorita" e fiquei com a sensação de ter sido "abençoada" ao longo do caminho!



À Beira do vale, pastava um belo rebanho de ovelhas... Não resisti em parar.

Já estava atrasada ao domicílio (um mal menor que me é difícil corrigir!!!), mas sou assim...se existe algo que me toca cá dentro, tenho mesmo de parar um pouco e apreciar!


C´est la vie!!!

Um ligeiro assobio e elas, tão lindas, retribuíram com um lindo olhar!


E o guardião do rebanho, ladrou, sim, mas não assustou.

Tem todo o direito de reclamar a sua labuta de protector!


Aqui temos a nova amiga dos meus clientes, a "Dorita", uma linda e meiguinha poney de 2 anos de idade, adquirida na Galiza.


"Hablas português niña???"


Parece que sim...

Dar-lhe a conhecer meu trabalho...


Ficou apreensiva quando lhe falei na injecção!!!

Nada de grave "Dorita" a prevenção contra a gripe equina é recomendável, ainda por cima com o nosso clima típico do interior serrano.


Sempre tive um gosto especial por cavalos, e montar sem sela sempre foi irresistível...só que aqui havia um pormenor que eu desconhecia...


A "Dorita" nunca tinha sido montada, e foi mais um "rodéo" que culminou numa boa gargalhada e em segundos tive de me pôr a andar...
"Ossos do ofício"!!!



Até os gansos, patos e mister "Coq" de mansinho foram-se embora...
Com a nossa gargalhada!!!!

Foi também desparasitada e fez-se o averbamento na caderneta dela.


Posso repetir: é amorosa!


Ao terminar, avistei um aglomerado no cima da encosta que me chamou a atenção.

Trata-se da
chamada "Fraga da Pena", um local turístico do concelho de Fornos de Algodres.

A dona Esperança aconselhou-me a sua visita!


E para bom entendedor...

Sim....está na agenda!

Bem-Hajam!!!

13/09/2010

SAFIRA

Hoje irei iniciar uma secção nova, na categoria denominada por "domicílios". Desenganem-se os leitores que pensam que o BandarraVet está apenas "confinado" dentro de quatro paredes. Os domicílios também fazem parte e têm sido objecto de aprimoramento, tanto a nível de calendarização, equipamentos e meios humanos.

Os domicílios requerem mais de nós, mais do que possam imaginar. A "triagem" é de extrema importância e necessária, bem como toda a anamnese que nos é fornecida pelo dono. Imaginem que nos requisitam para ver um cão que está doente. Até aí tudo bem. Que tamanho tem? (numa hipótese de ter de o trazer, para levar a jaula mais adequada); é agressivo, dócil (importante na escolha do protocolo de tranquilização); onde está? (pode estar até no meio do campo), em que estado está (molhado, com diarreia etc).


As condições climatéricas também são importantes. Ocorre com frequência, no verão agendar os domicílios de acordo com a labuta dos donos e o tempo. Lembrem-se que nos domicílios, deslocamos-nos à casa do dono e necessitamos dele ou da pessoa encarregue de nos receber e nem sempre é possível. Pequenos pormenores, que dentro do consultório não têm a mesma importância.


Preparar o domicílio para a sua especificidade é importante mas nem sempre conseguida. Já me aconteceu realizar um domicílio, simplesmente porque me disseram que o animal estava sem se mexer, mas sem nenhuma hipótese de ter sido atropelado (descartar sempre traumatismos da via pública, que necessitam o transporte obrigatório até à clínica). Quando cheguei, o animal mal se mexia e com desequilíbrios motores. Ao exame visual pude aferir uma grande suspeita de corpo estranho no canal auditivo. Não trazia nesse dia comigo o otoscópio, onde também por necessidade de tranquilização e exame do canal, transportei-o até à BandarraVet. Simplesmente lhe foram retiradas 5 praganas num dos ouvidos (2 no outro), com perfuração da membrana do tímpano e uma otite purulenta.


Não obstante todo o exposto, nos domicílios temos uma enorme vantagem. Conhecer "in loco" o ambiente onde está inserido o animal. É nessa parte que me sinto bem. Observar as condições, o contacto/proximidade dono-animal; existências de outros animais para além daquele a que normalmente somos chamados; presença de factores de riscos, etc. É na sequência desta observância que passamos a ter um trabalho mais activo, de saúde pública, de informação, não apenas para o animal em si, mas também de toda a sua abrangência.

Aqui o domicílio foi com a"Safira" uma égua de 8 anos, cujo dono a adquiriu há pouco tempo. Uma vez que é um animal preferencialmente de "pasto" surge a necessidade de prevenção contra a gripe equina.

A Safira é muito dócil.

Ui....sempre sentiu a injecção! Mas com o dono perto, não houve qualquer problema.

Agora vamos desparasitar, uma prevenção muito importante em equinos. O "King" fez-me companhia.... deixa lá que também vais tomar!

Vamos lá ver se é saboroso!

Aqui um bom exemplo da abrangência. O "King" é um coabitante da Safira, daí a necessidade da desparasitação em simultâneo. Allez, engolir!

E pronto, documentação a seguir e por hoje está!



Os domicílios tem esta peculiaridade: podemos partilhar da beleza da própria natureza.
A nossa Mãe Terra é linda e tenho tido a sorte de caminhar por lugares de extrema quietude e beleza. Aqui, uma manada de vacas a pastarem tranquilamente. Não podia seguir em frente sem parar e contemplar um pouco...

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