09/11/2010

A VIDA É UMA SELVA E NA SELVA SÓ SOBREVIVEM OS FORTES!


"É natural que as vezes te apeteça chorar,
Mas se o soluço te abafar a garganta,
Endireita as costas, levanta o queixo e sorri.

Ri mesmo abertamente
Frente aos que te consideram humilhado
Pois humilhante é humilhar-se os humildes.



É natural que te sintas só e te percas
Na imensidão da tua própria solidão!

Mas quando a solidão fizer na eco na tua vida,
E te sentires desesperadamente só,


Abraça o que te rodeia,
Respira profundamente e lembra-te que a vida
É um poema a longo prazo.
É um poema de heróis, não de vencidos.

Tu nasceste para vencer.


É natural que morras lentamente
Quando te afogas na saudade.

É natural que morras quando sentes o passado
Passar-te pelos dedos como nuvens sopradas pelo vento.


É natural que te vires para trás na ânsia
De caminhar para o aquém do tempo.

É natural que as lágrimas queiram rebentar dos teus olhos,
E os joelhos se queiram dobrar ao peso dos passos
Parados de quem não sabe por onde andar...


É natural que a indecisão te desespere,

É natural que te sintas confundido nos dias,

É natural que odeias o mundo que te rodeia.



É natural que para ti
As pessoas tenham um aspecto de estátuas, de drogadas, autónomas, ninguéns.

Nenhuma pessoa é ninguém.
Nem tu és o Mundo. O que é o Mundo?



Além de tudo é a força dos gigantes a espezinhar os fracos;

Fracos amordaçados com a verdade a espirrar pelos poros,
Porque a boca ficou muda,
Falta a força, não da verdade
Mas a força que torna forte, os fracos...

Assim começa a luta desigual nesta selva da vida.



Na selva só sobrevivem os fortes!

Se te apetecer chorar, ri,

Ri não compulsivamente, mas com serenidade



Se te apetecer quedar-te estático a um canto,
Sem forças para reagir...

Levanta-te e prepara-te para agires,
Mesmo que não saibas como.

Estático é que não!


Os cemitérios é que estão povoados de estátuas adormecidas,
Não deixes que os outros sintam a extensão da tua pobreza;

Não lhes mostres a tua sede, nem a tua fome, nem o teu abandono.


Tu na selva só tens de mostrar força
Não de armas,

Mas a força dos fortes, dignidade com brilho no olhar...


Se te apetecer chorar, ri
Se te apetecer fugir, fica
Se te apetecer acabar, vive

Se te apetecer comer,
Espalha as únicas migalhas do teu pão pelos pássaros!


Se os teus pés estiverem feridos das pedras dos caminhos,
Dança!

Se estiveres desesperadamente só,
Olha ao teu lado,
Há algo vivo à tua espera,


Nunca espalhes o teu sangue, a tua dor,
O teu suor, a tua vida, sem luta!

Na vida só sobrevivem os fortes.
Se és fracos, terás de deixar de os ser!


Autor desconhecido



Poema declamado em 1991 ao som desta música (clique aqui), num sarau da minha escola, em Trancoso.


Dedico a Todos, que de alguma forma, na sua vida evolutiva se sintam, enfraquecidas...

Maria Paula Ribeiro

20 comentários:

Siala disse...

Belíssimo poema amiga!!!
Quantas vezes não nos sentimos cansadas...entristecidas...revoltadas?
Sorrir. Sorrir sempre. Mesmo quando os olhos se desfazem em lágrimas...
Namasté!

Isa disse...

Tens aqui um selo para ti: http://themchart.blogspot.com/

Beijo

Isa

Ana Cavaca disse...

Olá Paula,
Muito belo...uma verdadeira lição para a vida, sem dúvida...
Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...

Olá a Todos,

;) Seguir sempre em frente e para cima..e sempre a sorrir.

Boa caminhada para Todos.

Abraços e beijo

Maria Paula

Astrid Annabelle disse...

Teve endereço certeiro!!!!rss
Maria Paula querida:
Sorri e me refiz de um mal malvado que me consumiu os músculos e a fôrça.
Acredita que não conseguia sentar e nem apoiar o braço para digitar?
Página virada...tudo foi mandado embora...
Agradeço ao poema...
Hoje estou sorrindo de novo!
Beijo gostoso.
Astrid Annabelle

Maria Paula Ribeiro disse...

Astrid,

;))) Sinto uma infinita leveza por te ver boa amiga!;)))

Tenho uma co-criação feita, lembra??

Este poema "segui-me" por muitos e muitos anos da minha vida....

Sorrir, sempre!
Namasté Amiga e Mestre

Maria Paula

Ana Cristina disse...

e eu diria mesmo, que fortes são aqueles que conseguem ser autênticos...

Beijo

Maria Paula Ribeiro disse...

AC,

;)) Então sejamos autênticos! ;))

Beijo

António Rosa disse...

Olá Maria Paula,

A tua memória é prodigiosa.

Vim agradecer-te e deixar-te um abraço por teres ido ontem à festa que houve no 'Cova do Urso'. Só não vim mais cedo, por falta de tempo.

António

Maria Paula Ribeiro disse...

António,

Agradecimento recebido! ;)

Foi um prazer estar numa festa tão boa! ;)
Bem-hajas.
Beijo e bom fim de semana.

Maria Paula

Bruna disse...

Oi MP*)

Linda já não lia um texto tão intenso e bonito á mt tempo, belo post!!!

Muito bonito o post!!!!!!!

Joel Pinto disse...

Paula,
Como é que me havia de esquecer? Se bem me lembro, tremias como varas verdes antes de subires áquele palco na nossa escola para o declamares...
Lembro-me bem do quanto chorei ao ouvir-te e pensar na minha avó que, naquela altura, estava bem adoentada.
Confesso que já não me lembrava do poema (vou agora guarda-lo religiosamente) mas esta música é inesquecível e intemporal.
E como é bom ouvi-la, acompanhada de lágrimas a cair-nos cara-abaixo e sentirmos um sorriso imenso cá dentro...
Obrigado por mais um momento feliz!!!

António Rosa disse...

Olá Maria Paula

Venho agradecer os teus parabéns deixados no meu blogue 'Cova do Urso', pelo 3º aniversário que estamos a comemorar.

Muito e muito obrigado por te ter lembrado.

Abreijos.

António

Luciene de Morais disse...

"Não lhes mostres a tua sede, nem a tua fome, nem o teu abandono.
Tu na selva só tens de mostrar força"
Muito verdadeiro isso: É assim na selva... mas não é assim, sempre, não, quando se tem amigos. Nossas dores são originadas no nosso ego, tudo o que temos na primeira casa astrológica, quando não se sente atendido. Mas ninguém aqui no mundo da matéria deixará de ter essa necessidade. O que fazer então? Bater na porta certa... às vezes, não acolhemos o que está á mão, oferecido, dado, doado espontaneamente. E pedimos e esperamos (Ah, as expectativas!) onde não nos querem atender... e é só o arbítrio do outro. Nosso ego sofre, com o que não parece justo.
E é só uma questão de visão: para o outro, que arbitra em não nos atender, nosso pedido (e arbítrio) pode parecer um abuso. Embora muito se fale sobre a questão da alteridade, é difícil pra nós, seres humanos na matéria, fugir dos estereótipos: tem que parecer igual, para merecer igual. Todo mundo tem isso, essa separatividade em maior ou menor grau. Ao invés de sofrer, o jeito é procurar em outro lugar... normalmente, apenas olhar ao lado, bem próximo mesmo!! Beijo com carinho

Maria Paula Ribeiro disse...

Bruna,

Amiga, é porque tens andado ocupada, o que é muito bom! ;)))

Força nessa tua nova fase. Estou contigo!

;)) Beijinhos

Maria Paula Ribeiro disse...

Joel,

Meu amigo...esse tempo, esse meu tempo fazes também parte dele e quanto...
Subi aquele palco ainda de canadiana pois tinha sido a 1ª de muitas cirurgias ao joelho...
Esse poema era para ter sido divido por duas pessoas, mas desistiu e coo já tinha a minha parte decorada segui até ao fim...
No fim, a professora Saavedra, veio ter comigo a chorar e dar-me os parabéns....
Anos mais tarde encontro-a aqui no consultório, a recordar-me ela desse tempo...e que nunca esquecera o poema...
Aí chorei, por dentro...porque fez-se diferença....

Como o disse, este poema acompanha-me e tem-me dado alento! ;)))

Beijo grande

Maria Paula Ribeiro disse...

António,

;) Um blog desta envergadura como o cova-do-urso, merece toda a festa!

Beijo grande

Maria Paula Ribeiro disse...

Luciene

Surpreendente o teu testemunho.
Fiquei sem palavras e gostei mesmo muito.

Claro que concordo plenamente.
Muito, muito grata por partilhares aqui.

Beijo

Maria Paula

Joel Pinto disse...

Olá Paula...

Andava aqui eu a chafurdar novas versões desta música e encontrei esta:
http://www.youtube.com/watch?v=RRMz8fKkG2g

Lembrei-me logo de ti.

Soberba...

Jinho

Maria Paula Ribeiro disse...

Joel,

;))) Bem-hajas

Gostei muito até porque esta música é um icon para mim!

Beijo grande amigo

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